ENEM: Não foi bem no primeiro dia? Não desista do segundo dia de prova

ENEM: Não foi bem no primeiro dia? Não desista do segundo dia de prova

Professor e um dos fundadores do Programa Semente, Eduardo Calbucci, explica a importância de comparecer ao segundo dia de prova mesmo que o resultado do pr

Publicado em 05/11/18

Em 2017, a taxa de abstenção no segundo dia do Enem foi de 32% do total de 6.731.344 inscritos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e mostraram que o número de desistência aumentou na segunda etapa da prova (no primeiro dia a porcentagem era de 29,8).

Para Eduardo Calbucci, professor e um dos fundadores do Programa Semente, um dos motivos que podem levar à abstenção no segundo dia são os pensamentos que aparecem na semana posterior à aplicação do primeiro caderno. "Muitas vezes as emoções preponderantes na primeira prova são ansiedade e preocupação. Já na segunda, os candidatos podem apresentar sentimentos negativos como frustração e desânimo".

Com o término da prova, os vestibulandos ficam mais expostos a comentários sobre as questões e precisam ter maturidade e resiliência para a segunda parte do exame. "De repente ele escuta algo de um aluno que acha que foi muito bem. O candidato pode dar um peso tão grande a isso, que essa percepção pode acabar afetando o seu resultado no segundo dia."

No ano passado, o exame foi aplicado em dois domingos consecutivos pela primeira vez. A mudança fez com que os alunos ganhassem distância de uma semana entre as provas. Para Calbucci, "por um lado, a alteração pode aumentar a ansiedade, mas por outro dá a chance do vestibulando tomar decisões de maneiras mais sensatas". O professor aconselha a gastar energia com o que ainda pode ser mudado. "Isso está muito ligado a uma algo que nós chamamos de flexibilização cognitiva. O que significa? É você desafiar os pensamentos que estão atrapalhando o seu bom resultado", explica.

"O candidato precisa focar no futuro, porque ele não pode mudar o passado. Quando pensamos nesse aumento da abstenção, vemos que muitas pessoas não conseguem esse resultado porque falta resiliência e determinação. E, às vezes, esse candidato descobre que, no fim das contas, não tinha ido tão mal no primeiro dia. Independente do que aconteceu na primeira prova, se alguma coisa não deu certo, é preciso transformar aquele erro em aprendizado e fazer com que aquilo não se repita.", atenta o professor.

Correção do gabarito

Outro ponto que Calbucci chama atenção é a correção do gabarito do primeiro caderno da prova. Muitos alunos têm dúvidas sobre o momento mais adequado para descobrir quantas questões acertou. Para decidir a melhor opção é preciso autoconhecimento. "É uma decisão muito pessoal e ninguém além do próprio aluno sabe se ele seria bem ou mal influenciado por um resultado aparentemente ruim."

O professor completa: "Lembrando que o Enem não divulga um gabarito depois do primeiro dia e, se o candidato contar quantas acertou, ele vai usar um gabarito extraoficial, ou seja, não há uma garantia. Outra coisa que precisa ser considerada é que a prova é corrigida por um modelo chamado TRI, onde não importa muito o número de questões acertadas, mas sim a coerência das respostas dadas. Isso significa dizer que, às vezes, um resultado pode ser mal interpretado pelo aluno."






RECOMENDAMOS

Mauá .. Universidade São Francisco FIPECAFI .. Mackenzie .. Redentor.. Inatel
UNIP .. PUC-SP.. UNIFACISA.. SÃO CAMILO.. FACTO

ACESSO RÁPIDO

CALENDÁRIO DO VESTIBULAR | TESTE VOCACIONAL ONLINE | SIMULADOS ONLINE | SIMULADOS DO ENEM | GUIA DE FACULDADES