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Dicas de Preparação

A vantagem de um curso tecnológico

Erra feio quem pensa que o curso tecnológico é inferior ou aquele que requer pouca capacidade intelectual

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Erra feio quem pensa que o curso tecnológico é inferior ou aquele que requer pouca capacidade intelectual

30/05/2008

* Por Juliana Ataíde

Há quem ainda torça o nariz quando o assunto é um Curso Superior Tecnológico, por considerar que são cursos inferiores ou aquele que requer pouca capacidade intelectual. Infelizmente erra feio quem pensa assim, mas a razão de todo esse preconceito com estes cursos se deve ao fato do não conhecimento de sua estrutura e seu objetivo.

Os Cursos Superiores Tecnológicos (CST) tem como objetivo formar profissionais aptos a desenvolver de forma plena e inovadora as atividades de um determinado eixo tecnológico e com capacidade de utilizar, desenvolver ou adaptar tecnologias com a compreensão crítica. Estes cursos desenvolvem profissionais de perfis amplos, com capacidade de pensar em forma reflexiva, com autonomia intelectual e sensibilidade ao relacionamento interdisciplinar, que permita aos seus egressos prosseguirem seus estudos em nível de pós-graduação. Em outras palavras o CST alia o conhecimento às necessidades do mercado.

Estes cursos são constituídos de cultura, historicidade, atualidade e ética, tendo em vista o desenvolvimento social, integrado e sustentável da sociedade brasileira e a soberania nacional.

A grande vantagem do CST é o tempo de duração do curso, que em geral é de 2 a 3 anos, o que pode significar economia de tempo para aqueles que querem uma entrada mais rápida no mercado de trabalho, outra característica importante é o foco específico do curso onde o profissional estará certo de sua área de atuação.

A oferta de cursos tecnológicos superiores reflete a necessidade da sociedade, portanto sua denominação, carga horária, perfil do profissional egresso pode variar de uma região para outra do país, levando em consideração a vocação regional.

No começo da década houve um “boom” de CST oferecidos por instituições de ensino superior (IES) privadas em todo país, e para conter os abusos cometidos por algumas IES o Ministério da Educação criou o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia responsável por organizar e orientar a oferta destes cursos.

O Catálogo contempla as áreas de formação tecnológica em Agropecuária e Recursos Pesqueiros, Comércio e Gestão, Artes, Comunicação e Design, Construção Civil e Transportes, Lazer, Desenvolvimento Social e Turismo, Indústria, Química e Mineração, Informática e Telecomunicação e Meio Ambiente e Tecnologia de Saúde. Os cursos existentes que não se encaixam nessas áreas e nomes definidos pelo MEC devem mudar o currículo ou ficarão como cursos experimentais, até obterem “densidade tecnológica”, ou seja, serem aperfeiçoados até justificarem a criação de uma nova denominação.

A listagem de cursos apresentada neste Catálogo não esgota a possibilidade de novos cursos oferecidos no país, existe a possibilidade de inserção de novos cursos em experimentação que poderão futuramente integrar este Catálogo. Um Curso Superior Tecnológico também pode alterar sua denominação desde que ele cumpra com todas as adequações pertinentes ao Catálogo Nacional.

Para aqueles que se interessam e fazer um Curso Superior Tecnológico e não quer correr o risco de fazer um curso sem a certificação do MEC, é aconselhável pesquisar no site da instituição se existe menção a validade dos atos legais de autorização, reconhecimento ou renovação de reconhecimento que o regulam. A validade de um diploma de CST não está relacionada com a denominação do curso no Catálogo, portanto não se desespere se não encontrar referências de seu curso no Catálogo.

Estudos baseados no desenvolvimento da educação superior no Brasil mostram que menos de 1% dos estudantes buscam os cursos tecnológicos, e de certa forma isto é ruim para o desenvolvimento do país, pois nos países desenvolvidos o índice é de 29%. Segundo uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em novembro de 2007, a indústria nacional não encontrou trabalhador qualificado para uma em cada quatro vagas abertas neste ano de 2007, pr

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10 dicas para ter um bom desempenho na redação do Enem

A pouco mais de dois meses para a aplicação do teste, redação ainda gera dúvidas e ansiedade. Professor do SAS Plataforma de Educação ajuda na preparação

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Como é atribuída a nota de redação no Enem?

A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) será aplicada no dia 21 de novembro, para quem já está inscrito, e no dia 9 de janeiro de 2022, para isentos e ausentes no exame de 2020. Para auxiliar e tirar as dúvidas dos jovens que se preparam para essa importante etapa do Enem, o professor de Letras e coordenador de Integração Pedagógica do SAS, Vinícius Beltrão, lista algumas dicas para facilitar a produção do texto.

“A redação do Enem é temida por muitos estudantes, mas pode ser mais tranquila quando o vestibulando sabe como estruturar o texto. O tema é surpresa, mas o treino constante vai deixar o jovem mais confiante e preparado para abordar qualquer assunto. Entender o que os avaliadores esperam do texto, conhecendo detalhadamente o edital, é fundamental também”, explica o professor.

Veja abaixo 10 dicas para ter um bom desempenho na redação.

1.Ler os textos motivadores com atenção – “Esses textos servem para instrumentalizar o estudante, para situá-lo no contexto, na ideia a ser discutida. É importante refletir bastante com a leitura e, a partir disso, desenvolver seu raciocínio. Cuidado para não copiar ou parafrasear nenhum trecho, pois isso pode prejudicar na sua nota e, até mesmo, anulá-la.”

2. Ficar atento ao tema – “Fugir do tema é algo que pode acontecer sem que percebamos e é falha grave no Enem. Sabe aquela frase em negrito na proposta final? Para não esquecer sobre o que precisa discorrer, escreva-a no centro da sua redação, assim você estará ‘de olho’ o tempo todo e evitará tangenciar o tema. Não esqueça de apagar depois, ok?”

3. Conhecer o gênero cobrado na prova – “O gênero escolhido pelo Enem é o dissertativo-argumentativo. A tese deve ser estabelecida logo de início e desenvolvida a partir de fatos consistentes com uma proposta de intervenção ao final. Trazer qualquer outro gênero textual (crônica, poema, receita e outros) pode acarretar a anulação.”

4. Ter atenção ao tamanho da redação – “Poucas linhas ou muitas linhas? Depende do seu repertório e conhecimento do tema. Escrever menos de sete linhas é insuficiência de repertório, assim como ultrapassar as linhas estabelecidas, diminuir a letra no meio do caminho e outras peripécias também vão prejudicar. Procure organizar o seu texto em quatro ou cinco parágrafos: introdução/tese, dois ou três de argumentação/desenvolvimento e o último para a conclusão/proposta.”

5. Revisar as regras gramaticais – “Com certeza você demonstrou o seu conhecimento da norma culta ao longo de todo o exame, mas aqui você precisa ser impecável na escrita, isto é, atenção ao uso da pontuação, acentuação, grafia, concordância e termos adequados. Se precisar recorrer a alguma gíria ou termo incomum (estrangeirismo, por exemplo), destaque-o entre aspas para mostrar ciência e a intenção do uso. Não abuse, afinal 1/5 da sua nota depende disso.”

6. Organizar as ideias e argumentos que pretende apresentar – “A hora da organização é agora! Deixar as ideias claras e ordenadas é uma grande oportunidade para ter uma excelente nota. Lembre-se que cada parágrafo representa uma ideia e elas devem se relacionar entre si. É o que chamamos de coerência. Um exemplo fácil é o desenvolvimento: cada parágrafo deve trazer um fato, contexto ou ideia que sustente e justifique o seu posicionamento sobre o tema. Esgotou aquele argumento? O próximo deve vir em outro parágrafo.”

7. Estude a constituição brasileira – “Somos seres sociais vivendo numa sociedade cheia de desafios. Esse é o lema do Enem, um exame que provoca o estudante a pensar nos problemas e se posicionar criticamente diante deles. Assim, para não ser pego de surpresa, estude bastante a nossa constituição e os direitos humanos. Eles vão aparecer com recorrência nas questões e, na redação, sua posição e proposta de resolução da situação-problema devem ser pautadas nos princípios que os documentos propõem. Nada de discurso de ódio ou justificativas vazias.”

8. Lembre de propor uma solução ao problema indicado – “Concluir ou resolver? Resolver, sempre! Diferente de muitos vestibulares, a redação do Enem pede que você vá além da conclusão de ideias. Seu texto deve finalizar com uma proposta de intervenção, ou seja, o problema apresentado precisa de uma solução e não importa quanto tempo leve e/ou quantas pessoas envolva. Seja otimista ao enxergar solução para tudo, mas com cuidado para não propor algo utópico e impossível. É importante ser racional e consciente. A sugestão é responder a essas perguntas na hora de elaborar a proposta de intervenção: ‘o quê? quem? como? para quê?’. Não tem erro.”

9. Acompanhe o noticiário – “Pessoas que tem repertório tem o mundo nas mãos. A maravilha do nosso tempo é ter uma avalanche de informações na palma da mão a qualquer hora … e a preocupação é o que fazer com essas informações. Então, procure sempre se atualizar sobre tudo o que está ocorrendo, principalmente no Brasil. O tempo está corrido? Está difícil ler ou assistir a um telejornal? Hoje em dia temos podcasts e redes sociais com influenciadores e empresas que sintetizam as informações e facilitam o nosso corrido dia a dia. Cuidado na hora de selecionar quem vai seguir, pois alguns perfis podem trazer a informação já com algum juízo ou opinião disfarçados. Confie desconfiando e questione sempre!”

10. Deixe o título por último – “O título na redação do Enem é opcional, então você pode colocar na sua ou pode já iniciar seu texto. Se optar por usar título, saiba que ele conta como linha e, obviamente, deve representar sua redação. Vamos pensar nele como a embalagem de um presente. É interessante, chama a atenção, mas não é o principal. E tal como uma embalagem, já pensou como seria mais fácil pensar no título no final? Depois de escrever todo o texto ficará mais fácil enxergar um título adequado. Não sofra tentando escolher o título primeiro. Além de perder um tempo precioso, você pode se limitar no desenvolvimento do texto.”, conclui o coordenador do SAS.

Acompanhe aqui uma revisão gratuita para o Enem 2021.

Sobre o SAS Plataforma de Educação

SAS é uma Plataforma de Educação que, há quase duas décadas, oferece soluções educacionais de Excelência, de forma completa e integrada, para mais de 950 escolas parceiras em todo o Brasil. Entre suas mais diversas soluções, suas escolas parceiras contam com materiais didáticos atualizados, tecnologia educacional engajadora, avaliações digitais e presenciais com relatórios diagnósticos para professores e alunos, formação de corpo docente e equipe pedagógica e acompanhamento completo e personalizado por uma equipe de consultores pedagógicos.

Ao longo dos anos, as escolas SAS vêm acumulando excelentes resultados no ENEM, estando entre as escolas que mais evoluem no exame, segundo levantamento recente do Banco BTG Pactual. Além dos grandes resultados dos alunos SAS no ENEM e demais vestibulares, as soluções da plataforma auxiliam suas parceiras na conquista de seu maior objetivo: desenvolver cidadãos preparados para os desafios do mundo, por meio de uma formação integral, completa e de qualidade.

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Vestibulando: cuidado com os jogos olímpicos

Os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 começaram na semana passada. O que os vestibulandos podem aprender e quais cuidados devem ter neste período?

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Vestibulando: cuidado com o jogos olímpicos

Os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 começaram na semana passada. O que os vestibulandos podem aprender e quais cuidados devem ter neste período?

Vestibulando: cuidado com os jogos olímpicos

Por conta do horário, existe um desgaste natural quando entramos na empolgação de acompanhar as mais diversas modalidades, nos seus diferentes horários. O estudante deve tomar cuidado para não exagerar e quebrar sua rotina de vida e de estudos por conta dos jogos.

Vestibulando: o que aprender

Como é sabido, todos que estão lá tiveram que abrir mão de muitas coisas e se empenharam muito para participar. Não falo nem dos três ganhadores de medalhas. Pare e pense: quantos atletas ficaram pelo caminho? Lembre-se que são anos e anos de preparação. Assim como acontece com os atletas, muitos candidatos precisam de mais de um ciclo para atingir seus objetivos.

O vestibular é a sua olimpíada – trace planos, dedique-se, treine, treine mais e encare os desafios. Boa sorte!

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Quero estudar EAD. As provas são online?

“Quero estudar EAD. As provas são online?” – esta é uma dúvida muito comum aos interessados nos cursos de graduação a distância (EAD).

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Quero estudar EAD. As provas são online?

“Quero estudar EAD. As provas são online?” – esta é uma dúvida muito comum aos interessados nos cursos de graduação a distância (EAD).

Por mais que exista toda a facilidade de não precisar se deslocar até a instituição e, em alguns casos, também poder assistir as aulas online no horário mais conveniente, a aplicação das provas ainda é realizada, obrigatoriamente, de forma presencial.

Cada instituição adota um formato de aulas e de aplicação de provas. Recomendamos que avalie todas as situações de oferta do curso antes de realizar a matrícula.

A UNIP, por exemplo, oferece as modalidades Presencial, Flex (que, como o próprio nome indica, é uma flexibilização do EAD, com um percentual da carga horária ministrado em sala de aula), e o Digital (ou EAD), em que 100% da carga horária são ministrados a distância, on-line, com metodologias diversas, permitindo ao aluno estudar onde e quando quiser.

A legislação brasileira sobre EaD é composta, além da constituição, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, resoluções, portarias e normas do Ministério da Educação e das Secretarias Estaduais de Educação. No site do MEC poderão ser encontradas mais informações.

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