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Dicas para o Enem

Os sete “vilões” da redação do Enem

Gabriela de Araújo Carvalho, coordenadora de Redação do Curso Poliedro, dá dicas fundamentais para se preparar para a prova e alcançar a redação nota mil

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maior rendimento nos estudos

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é um desafio para muitos vestibulandos que pretendem alcançar uma vaga nas mais concorridas universidades do País, sendo que tem um peso importante na nota final da prova. No último Enem, apenas 77 pessoas em todo o País alcançaram a nota máxima (a famosa redação nota Mil). E ainda, com os temas “Intolerância Religiosa” e “Combate ao Racismo”, mais de 84 mil estudantes tiraram nota zero na redação.

De acordo com as novas normas anunciadas recentemente pelo Ministério da Educação (MEC), a prova de redação neste ano será aplicada no primeiro dia, junto à Língua Portuguesa. Com o objetivo de ajudar os vestibulandos a se saírem bem nesta matéria, a coordenadora de redação do Curso Poliedro, Gabriela de Araújo Carvalho, listou quais são as grandes dificuldades enfrentadas por estudantes na Redação do Enem e como evitá-las, preparando-se desde já. Confira:

1- Não estar por dentro dos temas atuais

Manter-se atento em relação às atualidades e às visões críticas sobre os acontecimentos mais recentes pode ser um bom caminho. Segundo Gabriela, temas relacionados às questões de cultura, memória e cidadania têm chances de aparecer, bem como assuntos de ecologia, sustentabilidade e energias renováveis. A base é sempre a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o uso racional dos recursos ambientais para se pensar em um futuro mais respeitoso e digno. “Estudar atualidades nunca é se perder, mas sim encontrar cada vez mais elementos que facilitarão a compreensão da dinâmica social, o que ajudará a entender qualquer tema de redação”, diz.

2 – Não se planejar em relação ao tempo

Mais do que a preocupação com o tema da dissertação, o estudante deve empenhar-se em organizar sua produção. Neste sentido, treinar o tempo é fundamental. “Elaborar uma redação dissertativa por semana até a data do Enem pode auxiliar o candidato a ganhar agilidade ao escrever o texto”, indica a coordenadora.

3- Problemas de norma culta

Acertar em acentuação, pontuação e concordância é fator decisivo para alcançar uma boa nota. Esteja atento às correções feitas em suas redações por professores, estude as regras gramaticais e tente não errar no próximo texto.

4- Falta de espaço para escrever

É necessário estar atento ao espaço disponível para a escrita e ao objetivo do texto. Um dos pontos importantes é habituar-se ao limite de 30 linhas proposto, sabendo construir uma boa argumentação e conclusão dentro deste espaço.

5- Falta de treino

A preparação para a redação exige o domínio de técnicas de escrita e uma boa apresentação do tema. Inclua essa preparação em sua rotina. É essencial fazer as redações de temas solicitados nos anos anteriores com a finalidade de conhecer o perfil da prova e estar ainda mais preparado.

6- Proposta de intervenção vaga

O Enem é uma prova que apresenta um problema localizado no contexto brasileiro e que cobra proposta de intervenção, ou seja, uma proposta de solução para esse problema. “Defender um ponto de vista de maneira superficial não vai ajudar o candidato a pontuar na redação. Por isso, é necessário utilizar elementos externos no texto”, ressalta Gabriela.

7- Pouco repertório cultural

Utilizar citações da música e literatura nacional pode ajudar o estudante a fazer uma analogia ao tema e elaborar uma boa argumentação. Tenha um bom repertório cultural.

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10 dicas para controlar a ansiedade às vésperas da prova do Enem 2021

Especialistas listaram dicas sobre o que fazer nos momentos em que a ansiedade fica incontrolável, até o que se deve fazer na véspera do Enem

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10 dicas para controlar a ansiedade às vésperas da prova do Enem 2021

Medo, sensação de que não sabe nada, que não estudou o suficiente … às vésperas do Enem, é natural que os candidatos fiquem inseguros. Mas o estresse exagerado pode prejudicar o desempenho nas provas, que, este ano, serão realizadas em meio à inesperada crise no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), organizador do concurso. Nos últimos dias, 37 servidores do órgão ligado ao Ministério da Educação pediram exoneração, o que pode elevar ainda mais o nível de ansiedade dos candidatos.

– Em meio a um desafio grande, que é a escolha de carreira e a expectativa por um bom resultado, a crise no Inep acaba sendo mais um um fator que geral ansiedade – diz a psicóloga Talitha Nobre, especializada no atendimento a adolescentes e coordenadora do Centro de Apoio à Família do Grupo Prontobaby, no Rio de Janeiro.

Junto da médica Patrícia Rezende, também do Prontobaby, Talitha elaborou uma lista de atitudes que podem contribuir para dias mais tranquilos antes da primeira etapa de provas, nestes domingo. As profissionais listaram recomendações que vão desde o que fazer nos momentos em que a ansiedade fica incontrolável até o que se deve fazer, na véspera do Enem, para garantir energia. Confira:

10 dicas para controlar a ansiedade – Enem 2021

RESPIRAÇÃO

Não adianta negar, é difícil encontrar candidatos que não se sintam ansiosos às vésperas do Enem. Para tentar amenizar o nervosismo, é possível usar uma técnica de respiração que costuma dar excelentes resultados. Talitha explica que basta inspirar pelo nariz profunda e lentamente, contraindo o corpo ao mesmo tempo. Em seguida, deve-se segurar o ar por alguns segundos e depois soltá-lo bem devagar pela boca, relaxando o corpo. O ritual deve ser repetido por alguns minutos para o candidato se organizar melhor, relaxar, e trabalhar a concentração.

ALIMENTAÇÃO

Nada de se entupir de guloseimas ou encarar uma feijoada ou fast food. Na véspera da prova e no dia do exame, não se deve ter uma alimentação rica em gordura. A refeição pesada faz com que o sangue seja desviado para o trato digestivo para fazer a digestão, o que provoca sonolência. Os candidatos devem apostar em uma alimentação balanceada. No domingo, não ignore os carboidratos no café da manhã, eles ajudam a garantir mais energia. Para o local do exame, não esqueça de levar água, um isotônico, barras de cereal ou chocolate para um lanche.

SONO

Todo mundo sabe que dormir oito horas diárias faz bem. O sono regula funções importantes do organismo, como aprendizagem, concentração, capacidade de raciocínio lógico e abstrato. Por isso, nos dias que antecedem as provas, nada de virar a noite estudando. Também evite o uso de telas uma hora antes de ir para a cama para ter mais facilidade para adormecer. Esse cuidado vai fazer com que você não sofra o impacto de uma noite mal dormida no dia da prova.

RELAXE

Na reta final para as provas, estude, mas sem exageros. É importante também encontrar momentos para relaxar. Pode ser lendo um livro que você goste, conferindo aquela série recém-lançada (mas nada de maratonar, virando a madrugada!) ou mesmo conversando com amigos.

MEXA-SE

Fazer atividades físicas ajuda a liberar endorfina, que provoca uma sensação de bem-estar. Por isso, investir em caminhadas leves ou esportes é uma boa ideia. Quem se exercita regularmente também tem ganhos na na concentração, na memória. Se a atividade for ao ar livre, melhor ainda.

MEDITAÇÃO E YOGA

As duas atividades ajudam não só na questão do foco, mas no controle da ansiedade. Hoje, é possível encontrar vários exercícios on-line. Dedique-se a eles.

NADA DE ÁLCOOL

Pode aparentar que relaxa, mas altera os ciclos do sono. Os candidatos que têm idade para consumir bebidas alcóolicas, devem evitá-las.

BUSQUE CONFORTO

Pense em tudo que pode causar desconforto no dia da prova, como fome, sede, frio, e se prepare. Leve casaco, água e uma fruta, por exemplo, para evitar situações que podem levar ao estresse, além da prova em si.

ORGANIZAÇÃO

Parece óbvio, mas não custa lembrar. Não deixe de levar a caneta preta, identidade e o comprovante de inscrição impresso. Deixe tudo separado junto das chaves de casa, assim não tem chances de esquecer. Se possível, também faça o trajeto até o local de prova na véspera para ter ideia de quanto tempo leva. E, contabilize no planejamento, eventuais percalços, como atraso do transporte público ou engarrafamentos. Melhor chegar cedo do que encontrar os portões fechados.

QUESTÕES MAIS FÁCEIS

É normal que o candidato se sinta inseguro no momento da prova. Caso ele se dedique primeiro às perguntas mais complicadas, poderá ficar mais ansioso. Por isso, começar pelas perguntas mais fáceis é uma boa alternativa para deixar o estudante mais seguro.

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Reta final para ENEM 2020 exige cuidados com o emocional

Na reta final é bom focar em cuidados como o fortalecimento da inteligência emocional, para não deixar que o nervosismo atrapalhe

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Reta final para ENEM 2020 exige cuidados com o emocional

Por causa da pandemia, o Enem 2020 foi adiado e tem data marcada para 17 e 24 de janeiro de 2021 na versão impressa e 31 de janeiro e 7 de fevereiro na versão digital. E com a proximidade das provas, cresce também a ansiedade dos candidatos, já que a ideia de que o Exame Nacional do Ensino Médio ou o vestibular vai definir o rumo de suas vidas– ou até mesmo adiar os planos por mais um ano – gera grande pressão e expectativa. O momento, então, nesta reta final, é de focar em cuidados como o fortalecimento da inteligência emocional, para não deixar que o nervosismo atrapalhe.

ENEM 2020 exige cuidados com o emocional

De acordo com Jaime Cavalcante, coordenador de tecnologias educacionais do Colégio CBV, se a mente dos estudantes de Ensino Médio, com toda a pressão da despedida do ambiente escolar e entrada no ensino superior, já exige cuidados em situações normais, neste ano, marcado por tantas mudanças e incertezas por causa da pandemia, isso se torna ainda mais necessário. “A ansiedade, quando não é cuidada, pode gerar prejuízos para os jovens, diminuir a concentração e a capacidade de raciocínio, além de aumentar a dificuldade de interpretação, impactando no resultado das provas”, completa.

Mas então, o que esses estudantes podem fazer para cuidar do emocional nesta reta final? O coordenador afirma que a própria disciplina é um caminho para driblar a ansiedade. “Quando sente que está fazendo a sua parte, o aluno, no geral, fica mais calmo. Por isso, é preciso estabelecer uma sistemática de estudo e cumpri-la, respeitando sua condição individual. Cada um tem seu tempo, sua forma de estudar. É preciso traçar a sua estratégia de estudo e colocar em prática. Quando consegue atingir esse objetivo, automaticamente ele se sentirá mais confiante”, explica.

A escola e a família também podem, e devem, ajudar neste processo de cuidado com o emocional. “O jovem deve ser incentivado a encontrar maneiras de relaxar, limpar a mente em alguns momentos. Isso é muito importante, inclusive, para que consiga absorver as informações quando está estudando”, ressalta Jaime, reforçando que são várias as alternativas de relaxamento possíveis, a depender do perfil da pessoa.

“Pode ser a prática de alguma atividade física, meditação, leitura por diversão, etc. São várias as ferramentas que podem ser buscadas para limpar a mente e renovar o fôlego para administrar os estudos”, completa. O segredo está em entender que o relaxamento não tem a ver com descaso. “Não é desprezar os estudos ou ter momentos de irresponsabilidade. É cuidar da mente para ter um desempenho melhor no futuro”, diz.

É o que tem feito o estudante do 3º ano do CBV, Fábio Unizzi. Para ele, nesta reta final, o mais importante é equilibrar as horas de estudo com as sono e de lazer, para manter a cabeça funcionando bem e a ansiedade sob controle, mesmo com a pressão das provas cada vez mais próximas. “Tenho feito revisões e prática de exercícios nas minhas horas de estudo e procuro sempre fazer um exercício leve durante a manhã, pode ser corrida ou andar de bicicleta. Também tenho visto filmes, documentários e séries indicadas pelos professores, pois é uma forma mais leve de estudar”, conta.

LIV – A pandemia exigiu que estudantes e escolas se adaptassem a novos formatos de ensino e aprendizagem, nunca antes vividos. Segundo Jaime, foi preciso inovar dentro desta nova sistemática de aulas virtuais e, posteriormente, híbridas para não piorar a saturação que já é normal para os alunos do Ensino Médico e que chegam ao terceiro ano em um ritmo intenso de estudos.

“Entendendo a importância, ainda maior, do cuidado com o emocional durante a pandemia, no CBV, nós adaptamos não só o formato de aulas das disciplinas convencionais, mas também os encontros do LIV – Laboratório Inteligência de Vida, que seguiram acontecendo de forma remota, como um espaço para que os alunos conseguissem expressar seus anseios, lutos, medos e dúvidas”, explica Jaime.

De acordo com o coordenador, nas aulas do LIV o estudante é conduzido a abraçar as suas questões emocionais e a entender que não pode mudar o que sente, mas que pode aprender o que fazer com seus sentimentos, o que faz toda a diferença na hora de transformar a ansiedade em confiança.

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Como é atribuída a nota de redação no Enem?

A prova de redação no Exame Nacional do Ensino Médio é um grande bicho-papão. Veja como é calculada a nota.

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Como é atribuída a nota de redação no Enem?

A prova de redação no Exame Nacional do Ensino Médio é um grande bicho-papão. Separamos algumas informações sobre o processo de correção para que você possa se familiarizar com o formato e também saber como é atribuída a nota de redação no Enem.

Como é atribuída a nota de redação no Enem?

Antes de falar da nota, é importante que você entenda o que será cobrado. O exame exigirá a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política.

Você deverá defender uma tese – uma opinião a respeito do tema proposto –, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual.

Quais são as competências avaliadas?

Dois professores avaliarão 5 competências no seu texto. São elas:

Competência 1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Como são atribuídas as notas?

Cada avaliador atribuirá uma nota entre 0 e 200 pontos para cada uma das cinco competências. A soma desses pontos comporá a nota total de cada avaliador, que pode chegar a 1.000 pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.

Quer ver mais dicas?

Veja aqui a Cartilha do Participante – Redação no Enem.

Confira aqui outras informações sobre o Enem 2020.

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