Newton lança vestibular social com bolsas integrais de estudos

Segunda graduação se torna tendência no Brasil

Cada vez mais, as pessoas estão compreendendo que a escolha de uma graduação nem sempre é definitiva, e que a possibilidade de uma revolução na carreira é real, independentemente da idade que se tenha. No Rio De Janeiro, por exemplo, entre 2014 e 2020, houve um aumento de 60% no número de pessoas matriculadas em cursos de graduação que já possuíam diploma de ensino superior. Os dados são do Censo de Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Segunda graduação

Segundo os especialistas, essa tendência de crescimento observada no Rio de Janeiro deve ser registrada em todo o país, principalmente diante do surgimento da modalidade EAD, que elimina barreiras geográficas. “Insatisfação com a primeira escolha de carreira, busca por realização pessoal ou até mesmo necessidade de se tornar um profissional mais completo são alguns dos motivos que levam as pessoas a buscarem uma segunda graduação”, analisa Carolina Salvo, especialista em carreiras do Centro Universitário Newton Paiva.

Segundo a especialista, trata-se de um movimento que tem sido bem visto no mercado. “Antigamente havia um receio de que o retorno às salas de aula da faculdade fosse visto como falta de foco da parte do profissional. Mas essa mentalidade tem se transformado. A segunda graduação é vista como uma forma de agregar bagagem e experiência, contribuindo para que a pessoa possa atuar de forma interdisciplinar no mercado de trabalho”, afirma Carolina.

Psicologia é destaque

Um dos cursos muito buscados por alunos para a segunda graduação é o de psicologia. Saulo Moraes, que é professor no Centro Universitário Newton Paiva, avalia esse movimento de forma positiva “Um dos fatores percebidos é que as pessoas mais experientes, que conhecem o mundo do trabalho e já têm um histórico profissional, têm menos chance de escolherem o curso movidas por uma idealização da profissão. O que contribui para o fortalecimento de uma visão mais profissional e realista da psicologia”, explica.

Juliana Lara, de 43 anos, é uma dessas pessoas que resolveu correr atrás desse sonho anos depois de concluir a primeira graduação. “Apesar de ter me formado em administração, sempre tive o desejo de ingressar na psicologia. Hoje, cursando o quarto período do curso na Newton Paiva, já avalio como positiva a experiência, principalmente devido ao aprendizado que a convivência com os colegas mais jovens tem proporcionado”, afirma.

Saulo destaca ainda o aumento da demanda registrada nos últimos anos. “Acredito também que estamos em um momento histórico que a psicologia tem sido mais valorizada, especialmente pelos índices de transtornos mentais em crescimento no mundo”, avalia o professor.



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