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Seis pontos da guerra entre a Rússia e Ucrânia que podem ser temas de vestibulares e ENEM

Ataque russo acende alerta para vestibulandos se atualizarem sobre o contexto histórico e geográfico do conflito

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Seis pontos da guerra entre a Rússia e Ucrânia que podem ser temas de vestibulares e ENEM

Desde o dia 24 de fevereiro o mundo tem acompanhado os ataques militares da Rússia à Ucrânia, uma guerra que ameaça a economia e, sobretudo, alerta para uma possível Terceira Guerra Mundial. O fato é que os conflitos territoriais e ideológicos antes vistos nos livros e disciplinas de história e geografia passaram a ser uma realidade do presente. Portanto, para quem está de olho nos vestibulares e no próximo ENEM, esse já é o momento de entender o contexto histórico e geográfico do que vem assolando o território ucraniano como forma de se preparar para as atualidades que podem ser cobradas nas provas.

“Isso porque, se o conflito em si não for o ponto central das perguntas atribuídas à Ciências Humanas, possivelmente será exigido o conhecimento histórico da guerra”, ressalta Stefanie Pereira, professora de geografia do Colégio Augusto Laranja, Zona Sul de São Paulo. Ela ainda destacou seis questões ligadas ao contexto dos acontecimentos que precisam ser conhecidas pelos vestibulandos. Confira abaixo:

Saiba quem é a Otan e como ela tem se comportado nos últimos anos

De acordo com Stefanie, há uma série de questões a se considerar tanto em relação aos ataques, quanto sobre a crescente presença da Otan nos países do leste europeu.

A Otan (Aliança militar do Atlântico Norte) foi formada por Estados Unidos e alguns países da Europa Ocidental no contexto da Guerra Fria. A intenção era a mútua proteção dos países em questão frente a uma possível ofensiva da União Soviética. Ocorre que, mesmo com o fim da Guerra Fria, a aliança continuou crescendo – deixando clara a intenção dos Estados Unidos e dos demais membros em continuar mantendo um escudo contra a potência nuclear russa. Esse é um dos principais argumentos de Vladmir Putin para avançar militarmente sobre a Ucrânia: a ameaça da proximidade do poderio militar do ocidente sobre seu território.

“É importante que o estudante entenda o contexto que gerou a formação dessa aliança e os rumos que ela tomou desde o fim da Guerra Fria”, pontua.

A Guerra Fria e a crise dos mísseis

Outro destaque interessante é a própria Guerra Fria e, em especial, o episódio da crise dos mísseis.

Até hoje os Estados Unidos e a Rússia (herdeira da União Soviética) são as maiores potências nucleares do mundo, fato que explica a permanente tensão entre ambos. A chamada ‘corrida armamentista’ teve seu ápice em 1962 com a manobra soviética de destinar mísseis nucleares à Cuba, voltados para seu inimigo Estados Unidos. Alguns especialistas, inclusive, usam esse episódio para tentar aproximar a decisão russa de invadir a Ucrânia com as ameaças dos Estados Unidos contra Cuba e a União Soviética em 1962.

O fornecimento de gás e petróleo russo para a Europa

A mútua dependência entre a Rússia e países da Europa Ocidental é uma das mais importantes marcas desse conflito.

Sendo assim, para a professora, o estudante deve aprofundar seus conhecimentos sobre a dependência econômica da Rússia frente ao fornecimento desses produtos para a Europa, assim como da dependência da Europa quanto ao gás e o petróleo fornecidos pelo agora rival.

“Uma curiosidade para despertar é sobre a recente aproximação entre Rússia e Alemanha por conta da construção do gasoduto Nord Stream 2 e o incômodo estadunidense frente a essa aproximação”, ressalta.

O funcionamento e os limites das instâncias da ONU

Outro ponto importante de destaque para o vestibulando é a análise do funcionamento da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), bem como do seu Conselho de Segurança. O poder de veto russo frente a decisões mais enfáticas por parte do órgão tem chamado a atenção e se liga à origem e à formação das Nações Unidas.

Movimentos nacionalistas ucranianos

Desde o recente tensionamento das relações entre Rússia e Ucrânia, o episódio das manifestações populares na Ucrânia entre 2013 e 2014 tem voltado às discussões, uma vez que as motivações para os levantes de anos se assemelham às condições do momento. Considerando-se que em 2014 foi deposto um presidente pró-Rússia e as manifestações na capital Kiev revelaram o desejo popular pelo ingresso na União Europeia, temos ainda os mesmos personagens.

Diante disso, o estudante deve ter clareza sobre os resultados das movimentações em 2014, em especial da tomada russa da península da Criméia sob alegação de que a sua população é majoritariamente russa. Há ainda uma questão polêmica, que diz respeito à história da luta ucraniana pela independência da União Soviética. Durante a Segunda Guerra mundial parte do movimento nacionalista ucraniano apoiou as tropas nazistas com a esperança de conquistar a independência com relação a União Soviética. Putin acusa os movimentos populares anti-Rússia de nazismo como referência a esse episódio.

Na visão da professora, “é interessante que o estudante observe que ambos os lados se acusam de nazismo e que compreenda a raiz histórica dessa alegação.”

Características geográficas ucranianas

Por fim, as questões de geografia podem destacar uma característica importante da Ucrânia: seu solo. Stefanie ressalta que o solo da Ucrânia é muito rico em matéria orgânica, o que permite ampla exploração agrícola, importante para russos e europeus. Então, o que também não pode ficar de fora da jornada do conhecimento é o tchernozion (chernossolo), que demanda saber mais sobre as diferenças e tipos de solo.

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Vestibular de Medicina USF encerra inscrições em 29 de junho

O processo seletivo será feito exclusivamente por meio do aproveitamento dos resultados obtidos pelo candidato no ENEM

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A Universidade São Francisco (USF) está com inscrições abertas para o Curso de Medicina, com ingresso para o 2º semestre de 2022. O processo seletivo será feito exclusivamente por meio do aproveitamento dos resultados obtidos pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, nos anos de 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 ou 2021, sendo considerada a maior pontuação obtida pelo candidato nessas edições de avaliação.

Vestibular de Medicina USF 2022/2

As inscrições vão até 29 de junho e podem ser feitas no site: usf.edu.br/vestibular.

Serão classificados, exclusivamente, os candidatos que preencherem a pontuação final igual ou acima de 2500 pontos e que não tenham zerado na redação do Enem. O resultado será publicado no dia 5 de julho de 2022. O ingresso ocorrerá no 2º semestre de 2021.

Sobre o Curso de Medicina

O Curso de Medicina está localizado no Câmpus Bragança Paulista, mesmo local onde está instalado o Hospital Universitário São Francisco (HUSF), considerado o hospital geral mais importante da região bragantina em razão de suas atividades de alta complexidade, desenvolvimento de pesquisas e intervenções de elevada especialização.

Com ênfase em práticas profissionais desde o primeiro ano, aliando teoria e prática, valorizando uma flexibilidade do processo de formação individual e orientando para o protagonismo estudantil, além do uso de tecnologias como facilitadora da rotina de estudos, assim como a disponibilidade de ambientes virtuais de aprendizagem, o Curso de Medicina da USF é nota máxima no MEC.

Com matriz curricular atualizada e moderna infraestrutura que compreende espaços como o Centro de Simulação Realística, Centro de Estudos de Anatomia, ampla rede de estágio e inserção na rede básica de saúde, os estudantes e docentes atuam também em hospitais, unidades básicas de saúde, ambulatórios, unidades de estratégia de saúde da família, entre tantos outros espaços.

Para acompanhar as transformações da profissão e preparar os estudantes para os desafios da carreira, a USF investe em formação contínua para o corpo docente e oferece o Med Experience para os estudantes

Inscrições em: usf.edu.br/vestibular

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Quem pode participar do Sisu 2022/2?

Começam hoje (28) as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Veja quem pode participar do Sisu 2022/2.

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MEC publica edital para segunda edição do Sisu de 2022

Começam hoje (28) as inscrições para o segundo processo seletivo de 2022 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Quem pode participar do Sisu 2022/2?

Quem pode participar do Sisu 2022/2?

Para participar do Sisu será exigido do candidato que tenha realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição de 2021, obtido nota superior a zero na prova de redação e não tenha participado do Enem na condição de treineiro.

Inscrições

Os candidatos às vagas que serão oferecidas pelas instituições públicas de ensino superior deverão ficar atentos porque o prazo é curto, e terminará no dia 1º de julho.

Clique aqui para consultar as vagas e realizar a inscrição.

O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 6 de julho. A matrícula ou registro acadêmico devem ser feitos de 13 a 18 de julho. Já o prazo para os interessados manifestarem interesse em participar da lista de espera será de 6 a 18 de julho.

Os candidatos são selecionados para as opções de cursos indicados no ato de inscrição, de acordo com a melhor classificação de nota obtida na edição mais recente do Enem, que, nesta edição, será a de 2021.

Sobre o Sisu

O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação (MEC) no qual as instituições públicas de educação superior, sejam elas federais, estaduais ou municipais, oferecem vagas a serem disputadas por candidatos inscritos em cada edição da seleção.

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USP implanta mudanças no vestibular da Fuvest de 2023

Entre as mudanças está a implementação de uma comissão de verificação da autodeclaração dos candidatos às vagas PPI

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USP oferecerá 11.147 vagas para ingresso em 2022

O Conselho de Graduação aprovou, no dia 23 de junho, três mudanças importantes no concurso vestibular da Fuvest para 2023: alterações na forma de classificação dos aprovados; a implementação de uma comissão que fará a verificação da autodeclaração dos candidatos concorrentes às vagas destinadas a pretos, pardos e indígenas (PPI) antes da confirmação da matrícula; e a obrigatoriedade da apresentação do comprovante do esquema vacinal completo e doses de reforço para os calouros.

As mudanças valem para as 8.230 vagas oferecidas pelo vestibular da Fuvest. Os critérios de seleção das 2.917 vagas ofertadas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), voltado aos candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), não sofreram alterações.

“A inclusão social e as políticas de permanência estudantil são duas metas que fazem parte de nosso programa de gestão à frente da Reitoria. A USP é agente importante na sociedade brasileira e deve servir de modelo na busca da equidade e da diversidade. Um primeiro passo nesse sentido foi a criação da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento e, agora, a implementação de mudanças no vestibular para aperfeiçoar o processo e definir conceitos”, afirmou o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior.

A partir do próximo ano, todos os candidatos concorrerão, primeiramente, às vagas destinadas à Ampla Concorrência (AC). Os candidatos que, independentemente da renda, cursaram integralmente o Ensino Médio em escolas públicas brasileiras também poderão concorrer às vagas destinadas à Política de Ação Afirmativa Escola Pública (EP). Da mesma forma, os candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escolas públicas brasileiras, caso desejem, poderão concorrer também às vagas destinadas à Política de Ação Afirmativa Pretos, Pardos e Indígenas (PPI).

Todos os candidatos inscritos para um curso, independentemente da categoria em que se inscreveram (Ampla Concorrência, Escola Pública ou PPI) serão classificados de acordo com sua nota no vestibular. Dessa forma, serão preenchidas primeiramente as vagas para Ampla Concorrência, depois as vagas para Escola Pública, seguindo os critérios para essas vagas, e só depois as vagas para PPI.

A alteração tem o objetivo de corrigir eventuais distorções e ampliar as possibilidades dos candidatos EP e PPI já que, além das vagas reservadas para cada grupo, esses candidatos disputarão também as vagas de ampla concorrência.

“Isso significa que, em 2023, provavelmente teremos um número maior de ingressantes egressos da escola pública e autodeclarados pretos, pardos e indígenas, pois também concorrerão às vagas destinadas à AC, assim como os candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas também concorrerão às vagas destinadas à EP. A mudança aprimora a política de ações afirmativas da USP ao pretender uma configuração do corpo discente mais próxima da realidade social brasileira”, explica o pró-reitor adjunto de Graduação, Marcos Garcia Neira.

Por Erika Yamamoto / Portal USP

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